Meliponário


No dia 9/12/11, uma sexta-feira, um grupo composto de 9 integrantes do Clube, participou de uma atividade referente a Meliponicultura, a qual é a atividade de criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos). Embora existam centenas de espécies no Brasil, as principais abelhas indígenas, conhecidas como sem ferrão, são a uruçu verdadeira, uruçu amarela, jataí, mandaçaia e tiuba amarela (Confederação Brasileira de Apicultura - CBA).
As considerações a seguir foram retiradas do trabalho de dissertação de Izaura Bezerra Francini, com o título, Variabilidade genética do loco csd em populações de ativeiro de Melipona interrupta manaosensis Schwarz, 1932 e Melipona seminigra merrillae Cockerell, 1919 (Apidae, Meliponini) na Amazônia, desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no Programa de Pós-Graduação em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva no ano de 2008.

Os recortes apresentados, podem ser encontrado no intervalo das páginas 02 a 10.

As espécies Melipona (Michmelia) seminigra merrillae, a jandaíra-da-Amazônia ou uruçu-boca-de-renda e Melipona (Melikerria) interrupta manaosensis, jandaira-preta-da-Amazônia ou jupará, são espécies abundantes na Amazônia Central.

As abelhas sem ferrão são comumente criadas, artesanal ou comercialmente, em diversas regiões do Brasil e especialmente no Amazonas. É uma atividade frequentemente desenvolvida por comunidades tradicionais, fazia parte da vida social e religiosa dos antigos Maias, que consideravam o mel de Melipona beecheii, como sagrado. Atualmente, apesar da criação destas abelhas, em larga escala, representar um desafio, a Meliponicultura é considerada uma atividade importante para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento da agricultura sustentável, sinalizando novas possibilidades econômicas.

O mel dos meliponíneos tem maior valor comercial que o de Apis mellifera, por ser usado como produto nutricional e terapêutico pelas populações locais. Além do mais, a Amazônia, tem o maior potencial do Planeta para a criação de abelhas sem ferrão e produção de mel e pólen.

A conservação destas abelhas e de seus habitats é, muito provavelmente, a maior contribuição da Meliponicultura além do benefício imediato de ser uma fonte de renda adicional. Em sua maioria, as abelhas sem ferrão são monogínicas, cada colônia tem apenas uma rainha e monândricas, a rainha é inseminada por um macho. O fato de rainhas de Meliponini, na maioria das vezes, serem inseminadas por um macho diminui a variabilidade genética e consequentemente aumenta a chance de produção de macho diplóide.

Após está breve apresentação, a qual ressaltamos, que não colocamos as devidas referencias, haja vista que as mesma podem ser consultadas no trabalho.

O meliponário que foi visitado, encontra-se em uma sitio da profa. aldeniza, na localidade de Puraquequara, um bairro de Manaus.
Nesta atividade tivemos como instrutora a sra. Aldenora Lima de Queiroz, a qual conduziu nossa turma pelo meliponario, como mostram as fotos a seguir.  

 Fig. 01

Na fig. 01, tem-se uma parte da colônia com algumas abelhas, as quais foram alocadas em uma caixa de madeira. "Pequenos troncos de acariquara ou outras madeiras serrados e escavados no centro presos com dobradiças formam um ótimo ninho de colônias de abelhas" (GRIBEL, et. al, 2008, p.17).


 Fig. 02
Na imagem acima é possível perceber o tronco de arvore que foi retirado, de um outro local, e colocado no meliponário.  


 Fig. 03

Ao centro da flor, uma abelha, possivelmente da espécie Plebeia ou Aparatrigona, no processo de polinização. 


 Fig. 04
Aluna escavando um tronco de árvore para a qual será transportada as colônias de abelhas. 


Fig. 05
Acima tem-se a equipe que participou desta atividade (da esquerda para a direita): Angélica, Suellen, Jardel, Aldenora, Profa. Aldeniza, George, Mariceli e Louise, (em baixo), Jeferson e Janaína.

Fonte.

- FRANCINI, IZAURA BEZERRA.Variabilidade genética do loco csd em populações de cativeiro de
Melipona interrupta manaosensis Schwarz, 1932 e Melipona seminigra merrillae Cockerell, 1919. 2008. 93 f. Dissertação (mestrado), Programa de Pós-Graduação em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva INPA/UFAM, Manaus. Disponível em: http://gcbev.inpa.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_details&gid=81&Itemid=96
- GRIBEL, R. et al. Polinização e manejo dos polinizadores do cupuaçu (Theobroma grandiflorum). Manaus: INPA, 2008. 32p. 


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