Como fazer Taxidermia de Pequenos Mamíferos
Taxidermia em pequenos mamíferos
Taxidermia (Do grego: táxis = organização, arranjo + derma = pele) é uma atividade ligada a biologia com finalidade de conservar animais mortos, utilizando somente a pele curtida do exemplar.
Taxidermia artística é o processo em que preparamos os animais destinados à exposição em museus e outros eventos ligados a ciências.
Taxidermia cientifica é o processo de preparar animais que são utilizados em catalogações de espécies e estudo científicos nas universidades e museus.
A taxidermia é aplicada somente em animais vertebrados, ou seja, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Apesar de obedecer a um único objetivo, o resgate de espécies por ora descartadas e a reconstituição das mesmas quando desempenhavam um papel na natureza, a taxidermia atende a públicos diferentes como, por exemplo: donos de animais domésticos, pescadores e caçadores desportistas, museus de História Natural, Zoológicas, Universidades, etc.
Obtenção do animal: A ave ou mamífero cuja pele vai ser empalhada, pode ser obtida pela captura em armadilhas ou a tiro, por doação, compra ou aproveitamento de um animal que morreu naturalmente. Se o animal obtido estiver vivo, deve ser anestesiado e morto com éter ou clorofórmio. Se a peça foi caçada com arma, deve ser limpa do sangue antes de se iniciar o seu preparo.
Material necessário:
Milharina ou Pó de serragem
Arame;
Algodão;
Alicate;
Pincel;
Alfinete;
Régua;
Balança;
Lâmina e cabo de bisturi;
Tesoura;
Pinça;
Agulha e linha;
Seringa e agulha;
Etiqueta;
Éter;
Formol 10%;
Jornal
Anotações prévias
O primeiro cuidado será dar um número ao exemplar morto que vai ser preparado. Esse número será lançado na caderneta de campo, e em um pequeno pedaço de papel vegetal escrito com caneta nanquim e amarrar no pé do animal.
Registram-se na caderneta:
Nome vulgar, na região;
Localidade;
Data em que o animal foi capturado e nome do coletor;
Peso (em gramas);
Sexo.
Mensurações (medidas)
As quatro mensurações feitas pelo colecionador têm grande importância como elemento de estudo e deve ser feito com máximo cuidado. As medidas feitas sobre o animal recentemente morto, não podem ser substituídas pelo animal com a pele preparada.
O primeiro cuidado consiste em verificar se as articulações ainda não estão rígidas (rigor mortais), caso em que será necessário manipular o animal, flexionando até torna-se uniformemente flexível.
As medidas devem ser feitas em milímetros.
1. Comprimento total (fig.01) – A extensão que vai da ponta do focinho até a ponta da calda excluindo os pêlos;
2. Cauda (fig. 01) – Extensão desde a base até a ponta, excluindo os pêlos terminais;
3. Pé posterior (fig.02) – A extensão planar, tomada do calcanhar ao extremo do dedo mais longo;
4. Orelha (fig.03)– A extensão tomada do entalhe até a borda.
O colecionador deverá anotar um método absolutamente uniforme na realização das medidas e evitar que mais de uma pessoa os faça. Fig.01
Fig.02
Preparo da pele
As seguintes fases devem ser observadas, limpeza, escalpamento, envenenamento, montagem e secagem.
1 - Limpeza
Cuidados especiais de limpeza devem ser dados aos exemplares abatidos a tiro. Os orifícios que sangram, especialmente devem ser lavados com pequenas porções de algodão. Uma pele que se possa preparar sem ser lavada terá melhor aspecto, com brilho mais notável.
2 - Escalpamento
Com um bisturi, canivete, bem afiada ou tesoura, faz-se uma incisão na face ventral do corpo entre o esterno e o púbis, atingindo apenas a pele (Fig. 03).
Em seguida vai-se deslocando esta do corpo, introduzindo o dedo ou uma espátula entre ela e a camada muscular, primeiro dos lados, depois nas costas, caminhando em direção à parte traseira.
Atingindo-se a região das ancas (Fig. 04), empurra-se articulação do joelho em direção à incisão ao mesmo tempo em que se repuxa e destaca a pele em direção contraria, isto é, em direção aos pés; descoberto o joelho corta-se a perna logo abaixo dele pelo lado de dentro, ficando a perna e o pé revestido de pele. Repete-se essa manobra no outro membro (Fig. 03).
Se o animal possuir cauda, como é o caso da maioria dos mamíferos, desloca-se a pele cuidadosamente na sua base e por meio de uma pinça ou com os dedos polegar e indicador força-se a pele da cauda em direção à extremidade (Fig.04). Ao mesmo tempo em que se empurra a pele para a extremidade com os dedos da mão direita, segura-se a base da cauda com a mão esquerda e puxa-se em sentido inverso, a fim de facilitar seu deslocamento.
Terminada essa operação, continua-se o deslocamento na região anterior, deslocando-se a pele do dorso e depois dos ombros e braços tal como se fez com as pernas.
Para escalpar o pescoço e a cabeça vira-se a pele do avesso e puxa-se pela cabeça (Fig. 05), destacando-se cuidadosamente em torno das orelhas e dos olhos (Fig. 06). Terminada a operação a pele estará do avesso, livre da carcaça.
Envenenamento da pele: Para conservar indefinidamente a pele, espalha-se em sua superfície uma mistura de arsênico e alúmen em pó, enquanto a mesma ainda se encontra úmida. Se estiver muito seca deverá ser previamente umedecida antes de espalhar-se o pó. Caso você não tenha disponíveis esses materiais, umedeça um chumaço de algodão no formol e espalhe sobre a pele.
Enchimento e montagem simples: Uma vez envenenada a pele, enche-se com algodão, estopa ou filaça a fim de se reconstruir o formato do animal. Para facilitar esse objetivo, devemos sustentar os membros e a cauda por meio de fios de arame de grossura e resistência proporcionais ao tamanho do animal. Se este possuir cauda, corta-se um arame de grossura adequada e um pouco maior que a própria cauda, recobre-se com uma camada de algodão abundantemente pulverizado de alúmen e arsênico e introduz-se na cauda até a extremidade, sem estica-la demais.
Depois se corta quatro arames, que são respectivamente introduzidos nos quatros membros (Fig. 07) e preenche-se o espaço com algodão até atingir a grossura que possuía o animal em vida. Finalmente toma-se um chumaço de algodão ou de filaça do tamanho do corpo e da cabeça do animal, introduz-se nele, procurando-se dar ao animal empalhado um volume e aspecto idênticos ao que possuía quando vivo. Conseguindo um bom empalhamento, fecha-se a incisão abdominal com alguns pontos (Fig. 08) e fixa-se a peça numa tabua de madeira para secar (Fig. 09).
Secagem: As peles preparadas e empalhadas devem secar a sombra, em lugar ventilado, pois o sol e o calor prejudicam sua conservação. Ao colocar a peça para secagem, se limpa e ajeita-se a pelagem com uma escova fina.
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| Fig. 03 |
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| Fig.04 |
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| Fig. 05 |
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| Fig. 06 |
| Fig. 07 |
| Fig. 08 |
Fig. 09
Ao término coloca-se naftalina triturada para espantar os insetos, em especial as formigas.








queria saber com cobra, alguem pode me explicar ??
ResponderExcluirobg
OI ... QUANTO MAIS OU MENOS SE COBRA POR ESTE SERVIÇO E TEM ALGUÉM DISPONÍVEL EM MANAUS PARA REALIZA-LO???
ResponderExcluirOlá,gostaria de saber quanto cobra para fazer esse serviço,ou onde posso encontrar no Rio de Janeiro
ResponderExcluiroi queria taxidermizar uma cobra, poderia mandar para meu e-mail as informaçoes
ResponderExcluirParabéns pela bela iniciativa de educação ambiental e divulgação da ciência!
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