Integração: EJA e Clube de Ciências

  Integração Clube de Ciências e alunos do EJA da Escola Municipal Raul Veiga



A evasão escolar é fator que aflige o sistema educativo publico, esse fenomeno é desencadeado por diversos fatores dentre os quais é possível citar;

Distancia;
Transporte;
Alimentação;
Financeiro;
Trabalho;
Família e dentre outros.

Esta anomalia é evidenciada em todos os níveis  modalidades de ensino, seja na educação básica como no ensino superior.

No entanto, é notorio que a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) é a que mais é aflingida, pois nesta situação observa-se pessoas que depois de varios anos parados nos estudos, tentam retornar as salas de aulas, ou mesmo alunos das faixas etárias adequadas, que por opçao adentram nesta modalidade, mas o que se pode afirmar que a EJA esta perdendo espaço, pois como constatado na EM Raul Veiga no bairro da Cidade de Deus, as turmas que iniciaram o ano, constavam com 40 alunos, e hoje no fim do 1º semestre resta em média 20 alunos por sala, queda de 50% dos frequentadores.

Este dado alarmante serviu de sinalizador para que algo fosse feito, com o intuito de incentivar, os alunos desta modalidade, a valorizarem os estudos, ainda mais nesta situação, pois o eja, não é algo obrigatório, mas é desenvolvido de acordo com a demanda.

Nisso, o Clube de Ciências, deu seu relato de experiencia e palavras de incentivos, afinal de contas, os integrantes do Clube de Ciências, assim como os demais indivíduos que “vivem” a e na UFAM, não são pessoas diferentes dos alunos que frequentam a escola Raul Veiga, não são melhores nem piores, simplesmente são pessoas de carne e de osso.

fig 1. Equipe CdC relatando suas experiências 

E não é por estarem em um bairro periferico, que significa que não podem ocupar uma das milhares vagas que as universidades e institutos públicos oferecem anualmente.
Mas que realizar as mostras interativas, neste caso, o Clube, deu sua parcela de responsabilidade social....

Dos materiais utilizados na Mostra, foram trabalhados apenas os Jogos didáticos, O corpo humano e os Museus didáticos.


 fig. 2 - Utilização de jogos didáticos

Apesar de parecer simples, ou mesmo repetitivos, os jogos didáticos, em especial os de natureza "trilha", conseguem chamar a atenção de quem por ali passa, assim como envolver quem nele participa, isso porque os jogos do Clube, se apresentam em tamanho gigante, e desta forma, o individuo pode adentrar no universo do conhecimento de forma lúdica, o caracter da coloração também contribui, o que propicia, um retorno, aos períodos áureos  da infância, nos tornando ou revivendo a criança que há dentro de cada um de nós.

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Fig 3. Gestora e seus alunos

Outro quesito a ser ressaltado nos jogos é sua característica auto-explicativo, já que podem ser utilizados e desenvolvidos por toda e qualquer pessoa, basta apenas mostrar interesse em si divertir e aprender, como exemplo na foto acima, a Gestora da escola é quem está desenvolvendo o jogo sobre malária e dengue com seus alunos.

Outro ponto alto das Mostras está relacionada as coleções didáticas, em especial as zoológicas, mas desta vez fomos surpreendidos, pois como a escola está situada, próximo a Reserva Duque, assim com o Jardim Botânico, avistar animais como cutia, cobra, macaco e dentre outros, não é um fato extraordinário, tanto que houve relatos deles próprios acerca de possuírem tais animais em suas casas, o que na verdade não é muito adequado, pois estes animais não se encaixam na categoria de animais de extimação, e sim como silvestres.  


Fig. 4: Coleções zoológicas

Conhecendo o material a ser estudado, torna-se mais facil o entendimento entre publico e apresentadores, de certa forma atrela, o conhecimento cientifico ao tradicional ou popular, acreditamos que nesta atividade, fomos de certa forma surpreendidos, pois, os alunos conseguiram identificar quase todos os animais ali apresentados, podiam não saber o nome científico ou mesmo o popular, mas alguma vez ja tinha encontrado um desses nos seus quintais.


Diante dessa situação acredita-se que não somente ensinamos algo, mas como também aprendemos muito, logo, trabalhar as questões que envolvem a botânica e zoologia, se tornaria algo contextual e significativo, pois teríamos e temos, um imenso laboratório, e a melhor parte, é aberto e irrestrito.


Em Botânica e Zoologia estes alunos teriam um ótimo desempenho, mas quanto conhecer o funcionamento de seu organismo, será que conhecem seu corpo, quais as partes que o compõem?


Com base nesta indagações, foram iniciadas as discussões acerca de "Conhecendo o corpo humano", e é notório as sensações que surgem na presença nos fetos humanos, desde espanto, interesse, medo, horror e outros, outro fato que também pode ser constatado é a duvida se esse material é de verdade, muito espectadores acreditam que são bonecos de borracha, e são surpreendidos quando revelamos que se trata de algo verdadeiro.


Crenças populares ganham destaque, quando de se explicar situações da gravidez, e mesmo não havendo comprovações científicas, as situações descritas acerca do desenvolvimento do feto, tem um certa logicidade.

Fig. 5: Fetos humanos


fig. 6: Momento "Roberts" com o Genésio

Quanto ao Genésio nosso "modelo" esqueleto, a curiosidade se entrelaça com o sentimento de espanto, pois, não parece ser algo corriqueiro, chegar e mesmo pegar um esqueleto, mesmo assim ele como material didático, é um otimo instrumento, quantos professores de Ciências gostariam que tivesse um modelos desses em tamanho real em suas escolas?

O que se espera é somente que saibam utiliza-lo, pois não basta ter o concreto e o discurso for falho, deve haver coerência entre objeto e subjetivo.

Considerações
Para a equipe do Clube esta atividade foi apenas mais umas das inúmeras que hão de vir, mas será que é desta forma que os alunos, alunas e corpo docente da Escola Raul Veiga, pensam?

Acredito que não.

Pode-se resumir nossa ação da seguinte forma.

O Clube de Ciências, mas que um mero projeto de extensão, consegui mesmo que timidamente, motivar pessoas, seja pelo discurso ou atitudes, que estar em um universidade, no ensino superior, não se trata de algo inimaginavél, é difícil entrar em curso superior publico? Sim, é difícil, mas acredito que entre o difícil e o impossível, há uma imensa margem que os separa.  

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