Ensino de Ciências

Fig. 1: Ensino de Ciências mediante Mostras Científicas
A partir do momento que foi institucionalizado, o ato de ensinar, os conhecimentos básicos da humanidade, tendo como piso e teto, a escola, o processo que agora é denominado de ensino/aprendizagem, mostrou-se continuamente dinâmica, no entanto, este é regido por um currículo formal, real e ao mesmo tempo oculto, que favorece grupos hegemônicos que utilizam a escola como instrumento de controle da sociedade, pois de acordo com Ivor Goodson (1995), o currículo é uma construção, um processo historico-social, ou seja, a forma como é concebido a educação hoje, vem sendo moldado historicamente e ressalta-se aqui o Ensino de Ciências, que é um reflexo do mundo pós 2ª Guerra, no qual preconizava-se apenas a construção de conhecimento, ciência e tecnologia bélica, atualmente o montante de conhecimento acumulado, que precisa ser socializado, prioritariamente, não esta sendo realizado em sua totalidade somente pela sala de aulas das escola da educação básica.
O conhecimento hoje compilado nos mais diversos meios de comunicação nos confere a certeza de que quanto mais se conhece algo, mais incerto ele se parece (CAPRA, MORIN, 2003).
A escola como espaço formal de ensino, o qual possui uma estrutura, uma organização curricular e pedagógica, necessita de extensões ou complementos, para que a sua função de formar críticos e atuantes, não se perca, para que isso não possa vir a acontecer, surgem os espaços não formais de ensino, que mesmo tendo uma estruturação e organização curricular e pedagógica, ocorrem foram do ambiente escolar, podendo ser locais não institucionalizado, como ruas, praças, praias e os institucionalizados, como exemplo, os Centros de Ciências, Museus de Ciências e Historia Natural (MARADINO Martha, 2000), que fazem uma ligação direta entre o conhecimento escolar e o cientifico, em uma perspectiva que fomenta e preconiza a educação de hoje, uma educação cientifica, a qual de acordo com Attico Chassot (2000) nos remete a formar um ser cientificamente culto, que possa ser participante de discussões sociais que no bojo envolvam as consequencias da aplicabilidade da Ciência e Tecnologia, tendo como contexto a Sociedade e o Ambiente.
Tendo conhecimento do porque e para que esse modo de ensino, discutisse agora, o como fazer e com o quê?.
De imediato teríamos na escola, que incentivar o desenvolvimento de processos investigativos, em um contexto de educação por projeto, trabalhando a pesquisa, tentando solucionar desafios e mesmo apaziguando necessidades locais, mas dessa forma o espaço de ação deverá ultrapassar os muros dos espaços formais de ensino, indo de encontro a realidade social, analisando contextos diferentes, fomentar uma aplicabilidade do conhecimentos adquiridos na escola, por meios de processos teorico-conceituais e pratico-processuais, tendo como ponto de partida a escola.
Deve existir um continuum entre escola e espaços não formais de ensino, sendo assim podem ser considerados, os laboratórios da escola e desta forma descartaria a atividade como sendo apenas um “evento” ou “prêmio”, por terem se comportado durante o ano letivo, e assim estes espaço tornariam-se extensões da escola, sendo possível desenvolver trabalhos que envolvessem o Ensino de Ciências e Educação Ambiental, realizando a tão sonhada inter, multi, transdisciplinaridade.
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