Clube de Ciências em Boa Vista - Roraima
Caravana da Ciência
O grupo composto por professores e acadêmicos dos cursos de Ciências Naturais, Física e Química da Universidade Federal do Amazonas totalizando em um total de 43 pessoas, que pode ser denominado de “Caravana da Ciência”, pois englobavam respectivamente, O Clube de Ciências da UFAM, Projeto Casa da Física e Química na Praça, saiu do Campus Universitário em Manaus as 19:00 hr do dia 27/04/11, com destino a capital do estado de Roraima (nossos vizinhos), Boa Vista, para então desenvolver atividades de Mostras Científicas com foco na divulgação científica, popularização da Ciência mediantes exposições interativas de experimentos, recursos didáticos e atividades cênicas, além de apresentação dos cursos de graduação em Ciências Naturais, Física e Química da UFAM.
As atividades foram desenvolvidas entre os dias 28 e 29/04/11, sendo que no dia 28 as Mostras se concentraram no Auditório da UERR (Universidade Estadual de Roraima), no período de vespertino e noturno.
Fig. 1; Frente Campus UERR
No dia 29/04/11, a Mostra foi realizada na Quadra Poliesportiva do IFRR (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima), no período matutino e noturno.
Conhecendo Boa Vista a capital de Roraima
Boa Vista foi o primeiro povoado caracteristicamente urbano de Roraima. No século XIX, quando inúmeras fazendas estabeleceram-se ao longo dos rios que compõe a bacia do Rio Branco, teve início a formação de um pequeno povoado que se chamou Freguesia de Nossa Senhora do Carmo.
Em 9 de julho de 1890, pelo Decreto estadual nº 49, a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo foi elevada à categoria de Município de Boa Vista do Rio Branco, pelo governador do Amazonas Augusto Ximeno de Villeroy. A instalação do município foi feita, em nome do Governador, pelo Capitão Fábio Barreto Leite, em 25 de Julho do mesmo ano.
A cidade é plana, quem vê do alto pela primeira vez fica impressionado com o traçado urbano moderno e pela sua arborização. As avenidas largas convergem para o Centro, num leque urbano planejado pelo engenheiro civil Darcy Aleixo Dereneusson, que lembra a antiga Paris.
Fonte: http://www.boavista.rr.gov.br/conheca.php Fotos. Fig. 3: Vista aérea do centro da Cidade e ao lado esquerdo o Rio Branco
Fig. 4: Praça das Aguas e ao centro o monumento Porta do Milênio
Atividades desenvolvidas
Clube de Ciências
A equipe do Clube, nesta atividade foi composta por 7 (sete) integrantes - Wagner, Aldeniza, Francijara, Paula, George, Myshelly e Francis, cinegrafista - divididos pelas seguintes temáticas:
Fig. 5: Equipe Clube de Ciências - (esquerda para a direita): Paula, Francijara, Myshelly, Wagner e George.
1 – Conhecendo o corpo humano (Francijara e Wagner)
Nesta sessão foi possível desenvolver o estudo referente ao corpo humano, tendo como recursos modelos didáticos anatômicos de um “torso” e um “esqueleto humano”, alem de um “crânio humano”, “arcada dentária” e um “aferido de pressão”, sendo possível uma abordagem que envolvesse os participantes da atividade em um tema bastante relevante em sua vida, que é conhecer o interior de seu corpo, assim como o seu funcionamento.
Fig. 6: Modelos anatômicos didáticos utilizados - Esqueleto humano (Genésio), torso humano, arcada dentária, crânio humano, aferidor de pressão.
Fig. 7: Identificação de órgãos humanos - Sistema respiratório e digestório
Fig. 8: Órgãos do sistema digestório - Fígado, estômago.
Fig. 9: Monitora e recursos didáticos - Corpo humano
Fig. 10: Aluno do IFRR manuseando a arcada dentária
2 – Microscopia (Myshelly)
A utilização do microscópio é um símbolo estigmatizado do trabalho de um cientista, e para tanto, nesta atividades foi possível que qualquer transeunte pudesse utilizá-lo, seja para observação de laminas histológicas, como mesmo no preparo das laminas contendo células da mucosa bucal e sanguínea. Para facilitar o trabalho e sua visualização, foi acoplado uma câmera de vídeo em uma das oculares do microscópio, sendo que a mesma estava ligada ao “datashow”, o qual projetava a imagem na parede, na qual todos que estavam ali presentes, podiam visualizar a imagem.
Fig. 11: MOC - Microscópio Optico Composto
Fig. 12; aluna da UERR observando ao microscópio
Fig. 13: Alunos do IFRR
Fig. 14: Equipamento utilizados na microscopia - laminas, datashow, câmera
Para familiarizar os participantes, quanto ao manuseio do microscópio foi montado um pequeno esquema, identificando as principais partes do aparelho (oculares, revolver, objetivas, macro e micrométrico, charriot, platina e dentre outros).
3 – Jogos lúdicos (George e Paula)
Com enfoque em jogos de tabuleiros e cartas, a sessão de jogos, enfocou a temática que busca desenvolver a utilização de estratégias e recursos lúdicos de caráter didáticos que possam contribuir para ações de ensino/aprendizagem que possam envolver o aluno, propiciando um ambiente divertido, descontraído e a mesmo tempo educativo.
Fig. 15: Jogo lúdicos utilizados na Mostra
Fig. 16: Monitor explicando como utilizar os jogos
Fig. 17: Jogos de Trilha feitos em formato de banner
Fig. 18: Jogo de Trilha em TNT e EVA
4 – Coleções didáticas (Wagner)
Das coleções didáticas pertencentes ao Clube, para esta atividades foram utilizadas, as coleções de meio liquido com material biológico, rochas, entomológica, sementes e peixes ornamentais.
Meio liquido
O material utilizado nesta atividades foi composto por fetos humanos, provenientes de aborto, além de 1 (um) espécimes de macaco e 1 (uma) cobra jibóia, na qual os participantes tiveram a oportunidade de manusear os animais, observando que os mesmo, se utilizavam de luvas cirúrgicas, evitando assim o contato direto com o espécime e o liquido conservador, álcool + formol.
Fig. 19: Alunos do curso de Direito (UERR) observando as coleções em meio liquido de fetos humanos, cobra e macaco.
Fig. 20: Material utilizado na Mostra - fetos humanos, cobra, macaco, luvas cirúrgicas, formol e alcool.
Fig. 21: Alunos do Sesc (RR), identificando as caracteristicas de um cobra não peçonhenta e de um macaco.
Fig. 22: Admiração ante a possibilidade de poder "tocar" animais como cobra e macaco.
Com os espécimes foi possível realizar a identificação de características descritas em livros didáticos alem de evidenciar sua utilidade.
Coleção de rochas
As coleções de rochas, continham material proveniente da região de Presidente Figueiredo, na qual quem passava pelo local, podia observá-las e admira-las, fazendo comparações com as rochas existentes no local, iniciando a discussão do porque das diferenças entre as rochas existentes em RR e no AM, sendo levado ao bojo da conversa, os períodos pré-históricos, desde a formação da planície Amazônica, citando a elevação dos Andes, a presença de relevos aquáticos na região e dentre outros assuntos referentes a formação geológica da região.
Fig. 23: Acadêmicas de Geologia e monitor do Clube em discussão acerca dos tipos de rochas ali demonstrados
Caixa entomológica
A coleção entomológica apresentava uma diversidade de insetos, da ordem Coleoptera, na qual foi possível verificar as diferenças entre os espécimes, ressaltando que a amostra apresentada, é ínfima ante o total conhecido. Diante desta evidencia, foram discutidos o objetivo de se montar as coleções didáticas e mesmo a repudia que pessoas possuem em detrimento da presença de insetos.
Fig. 24: Acadêmica de Química, segurando um inseto coeloptera, proveniente da caixa entomologica.
Sementeca
Na coleção de sementes, foi possível observar a diversidade de sementes existentes na Amazônia, tendo como categoria de classificação: cor, tamanho, forma e brilho. Por estarem sendo apresentados em outros ambiente, os roraimenses não conheciam, a maioria das sementes, poi sua vegetação é bastante diferentes da nossa. No mais foi possível apresentar e discutir temas relacionados a biologia das sementes e processos ecológicos que envolvem o ciclo reprodutivo das plantas.
Fig. 25: Coleção de sementes - utilizado como recurso didático ou mesmo como peça decorativa
Peixes ornamentais
Os peixes ornamentais apresentados eram provenientes da região do Rio Negro, os quais passaram por técnicas de taxidermia, utilizando formol com posterior secagem, resultando em peixes com aparência de fósseis. Cada espécime estava identificado cientificamente, acompanhado de seu nome vulgar, alem de sua origem.
Fig. 26; Caixa amarela - Peixes com aparência de fósseis.
Com esta pequena amostra, foi possível discutir, temas como biologia aquática, diversidade, biopirataria, o trabalho artesanal do piabeiros, os quais capturam os peixes nas margens dos rios e igarapés, alem de identificar espécimes, comestíveis e as que representam potencial perigo ao homem.
As atividades foram coordenadas pela Profa. Aldeniza, juntamente com o Francis , o cinegrafista que teve o apoio da Paula como repórter.
Casa da Física
Tendo um baixo contingente de participantes, a Casa da Física, apresentaram em seu espaço, experimentos, que remetem ao estudo do “Eetromagnetismo”, “Mecânica” e dentre outras área da Física.
Fig. 27
Fig. 28
Fig. 29
Figuras 27, 28 e 29, monitores do Projeto Casa da Física, apresentando experimentos.
Química na Praça
As atividades dos professores e graduandos de Química se concentraram nas atividades cênicas: ‘Os alquimistas”, “ChemShow” e “O átomo”, além das mostras de experimentação química com diversas explosões e fogo, alem de oficinas de reciclagem de papel.
Fig. 30. Oficina de reciclagem de papel
Fig. 31: Bancada com reagentes químicos
Fig. 32: Explosões
Ao final das atividades houve a foto oficial de comemoração pelo trabalho realizado com êxito.
Fig. 33; Caravana da Ciência
Fig. 34: O Espaço CLube de Ciências e seus monitores
Fig. 35: Equipe de reportagem - Francis (Câmera) e Paula (Repórter)
Fig. 36: Profa. Aldeniza (branco) Coordenadora do Clube de Ciências da UFAM
A Mostra desenvolvida em solo roraimense teve um saldo significativamente positivo, os objetivos previamente planejados foram alcançados, mesmo que sub-entendidos. Houve bastante trabalho, pois como a própria Profa. Aldeniza havia dito; "Vai ser um trabalho de cigano".
E realmente foi, pois tivemos que carregar de um lado para o outro os nossos materiais, as meninas foram guerreiras, pois não é fácil carregar todo aquele material, espero que elas tenham encarado isto como um batizado, e logo dois da equipe que na primeira mostra cientifica, já cruzaram as fronteiras do estado
Espero que todos tenham tido boas experiências (sic), até mesmo as negativas ajudam a crescer. No mais acredito que todos puderam vivenciar de perto o quão é árduo o trabalho de realizar Mostras Científicas, de perceber todo o trabalho que há antes e depois das Mostras, os bastidores, os imprevisto, problemas, alimentação, alojamento, privacidade, i e responsabilidade, quando se trata de representar sua instituição pelo Brasil afora.
E antes de terminar, apenas deixo o aviso e convite, pois dia 11/05/11, já temos um outro compromisso, só que agora em nossa cidade, Manaus, até mais.






Comentários
Postar um comentário